19 fevereiro 2021

Algas

As algas são elementos superimportantes para a vida na terra pois elas servem de alimento tanto para serem aquáticos como para humanos.

Sabemos que em nossos aquários elas estão presentes de diversas formas e o problema é quando elas saem do controle espalhando-se por todo o ambiente.

A presença de algas no aquário pode nos indicar diversos fatores se soubermos observar com atenção, por exemplo, a falta de nutrientes ou o excesso deles, iluminação excessiva, excesso de alimentos, etc.

Um aquário não está totalmente livre de algas, muitas delas são microscópicas e não podemos ver a olho nu, mas isto não quer dizer que o aquário esta livre delas por mais limpo que esteja e a presença de algumas algas não quer indicar que existam problemas no aquário.

Na montagem do aquário é normal o surgimento de algas, já que o aquário não atingiu o equilíbrio necessário, muitos aquaristas para evitar a dor de cabeça colocam plantas em excesso para que as mesmas possam competir com as algas pelos nutrientes e assim evitar o excesso de algas, plantas de crescimento rápido são ótimas para esta função.

Porque as algas surgem? O desequilíbrio nutricional é a principal fonte, as algas se aproveitarão do desequilíbrio para crescer e expandir sobre todo aquário.

Antigamente tínhamos a informação de que o fosfato e o nitrogênio eram os facilitadores para as algas, porem após diversos estudos se notou que estes nutrientes são essenciais para as plantas e caso haja falta, as plantas não crescerão adequadamente, já em excesso aí sim, serão facilitadores das algas, por isto a importância dos testes como já publicamos anteriormente.

Existem diversos tipos de algas, vejamos as mais comuns que habitam em nossos aquários e que tiram o sono de muitos aquaristas.

 

Alga ponto verde – pertence a família Coleochaete são algas que crescem geralmente no vidro do aquário e também nas plantas de folhas largas e outras decorações.

São mais comuns em aquários bem iluminados e a principal causa da sua aparição é o excesso de nitrato ou a falta de fosfato, são difíceis de remover dos vidros e a melhor forma de fazer isto, é raspando com um estilete ou navalha.

Para eliminar esta alga, você deve fazer grandes trocas parciais, reduzir o fosfato e limpar as mídias filtrantes com mais regularidade, os caracóis Clithon sp e Neritina sp são ótimos combatentes para este tipo de alga.

 Alga verde filamentosa – são muito comuns em aquários de água doce, geralmente tomam a forma de grandes filamentos que cobre plantas, substrato e outros objetos.

A principal causa da aparição desta alga se dá pelo excesso de fosfato, iluminação em excesso, desequilíbrio nos níveis de CO², entre outros fatores. Geralmente não apresentam dificuldades em removê-las do aquário e um grupo de Caridinas irá ajudar a mante-las sob controle, mas lembre-se em fazer a correção dos níveis de fosfatos para não sair do controle novamente.

Em aquários recém-montados elas podem aparecer com mais frequência, para evitar basta colocar um numero grande de plantas que irão competir com as algas e evitar sua aparição em demasia.

 Algas petecas – existem que a ama e quem a odeia, conheci diversos aquaristas que amavam ter estas algas em seus aquários, pois davam uma aparência mais natural a suas montagens, são algas que se fixam fortemente nas plantas, pedras, etc e dificilmente você conseguirá remove-las.

Geralmente surgem em aquários com excesso de peixes e poucas plantas e também pelo excesso de material orgânico na água.

Para elimina-las a melhor opção é adquirir um removedor próprio para algas petecas, alguns aquaristas utilizam água oxigenada que também ajudam a elimina-las, mas eu aconselho a adquirir produtos específicos para não correr o risco.

Caso você venha a desmontar todo o aquário, você pode utilizar água sanitária para deixar os objetos atingidos de molho, em pouco tempo elas morrerão, porém, não se esqueça de lavar bem os itens depois em água corrente.

30 janeiro 2021

Betta channoides

Um dos peixes mais conhecidos e criados no mundo é o Betta Splendens, mas o gênero Betta contém mais de 73 espécies descritas e muitas outras ainda aguardando a classificação.

Hoje quero apresentar o Betta channoides também conhecido como beta cabeça de cobra, isto devido sua aparência que lembra muito os famosos peixes do gênero Channa.

Ainda não o vi nas grandes lojas de São Paulo, por isso não sei se já é comercializado no Brasil, fora do país ele atinge um alto valor.

A destruição das florestas tropicais da Indonésia para a produção de azeite de oliva tem causado danos irreversíveis ao ambiente onde o peixe é encontrado, deixado a espécie em grave risco de extinção.

Infelizmente não vemos a mesma pressão mundial em cima da Indonésia como eles fazem com a Amazônia Brasileira, e isto está levando a muitas espécies a beira da extinção.

O Betta channoides não requer condições especiais, gosta de água macia, com PH 4.0 a 6.5, temperatura 23 a 28º C, o aquário pode conter bastante plantas e algumas áreas livre para que o peixe possa nadar livremente, na natureza é encontrado em riachos com

água bem tranquila, por isso, evite usar uma filtragem muito forte.

Em relação a alimentação eles comem de tudo, ofereça alimentos especiais para Bettas e quando possível sempre ofereça alimentação viva.

Este peixe é uma ótima aquisição para quem ama e coleciona Bettas e irá impressionar pela sua beleza e facilidade na criação.    

16 janeiro 2021

Manutenção do Aquário plantado

 Em nossos aquários sabemos que os peixes e outros animais que ali vivem estão produzindo matéria orgânica que são processadas e degradadas por bactérias benéficas e após isto as plantas acabam consumindo o restante, todo este processo é conhecido como o ciclo do nitrogênio.

Uma colônia bacteriana equilibrada é superimportante para o aquário assim como a diversidade de animais, um aquário saudável manterá seu equilíbrio biológico por muito mais tempo, mas para que isto aconteça teremos que ter uma rotina de manutenções que vamos falar aqui. 

Trocas parciais – as TPAs tem por finalidade acrescentar água fresca e nova em nossos aquários, isto deixará os peixes mais ativos e muitos até poderão se reproduzir, a TPA ainda elimina a água contaminada e também reduz os níveis de algum contaminante mais toxico, como amônia, por exemplo.

Um aquário plantado deve ter TPA semanalmente, alguns fazem até duas TPAs por semana, mais isto irá variar conforme sua necessidade, mas é muito importante observar as condições da água da TPA que deve estar igual ou mais próxima possível da água do aquário, observe PH, temperatura e DH. 

Limpeza de substrato e filtros – no inicio do Hobby eu havia recebido algumas informações totalmente equivocadas em relação à manutenção do aquário, diziam que devia limpar o substrato os filtros, escovar as rochas, etc.

Isto é totalmente errado, nunca devemos limpar o substrato totalmente, e sim retirar o excesso que está visível como restos de alimentos.

Os filtros nunca devem ser lavados e escovados em água corrente, devemos limpar as mídias e o material filtrante na água do próprio aquário, evitando assim a perda das bactérias benéficas que vivem no sistema de filtragem.

Se você precisar trocas as lã, faça por etapas, ou seja, troque um pedaço e quando for realizar outra TPA faça a troca do pedaço mais velho.

 

Podas – as podas das plantas devem ocorrer conforme sua preferencia e necessidade, alguns aquaristas gostam de deixar o aquário com uma aparência mais natural, ou seja, com a presença de folhas mortas, plantas crescendo de forma natural etc. outros já gostam de um aquário mais cosmético com plantas alinhadas, substrato limpíssimo, troncos escovados etc.

Isto fica a critério do aquarista que irá escolher a melhor forma para si, só observe que durante o plantio as plantas que necessitam de mais luz devem estar longe das plantas que produzem sombras.

Fertilização das plantas – o aquário plantado necessita de uma rotina de fertilização, pois com a grande quantidade de plantas haverá uma necessidade maior de nutrientes.

As plantas necessitam de uma gama variada de nutrientes que são: luz, carbono, CO², macro e micro nutrientes, fosforo, ferro, etc.

Por isto busque investir em um conjunto de nutrientes e testes para que você possa manter seus aquários sempre equilibrados. 

Seguindo estes passos você acertará o caminho do sucesso, no aquarismo o equilíbrio é tudo, um aquário bem equilibrado não haverá surto de algas, mortandade de peixes ou plantas, etc.

30 dezembro 2020

Biotodoma wavrini

Encontrado nas regiões do rio Negro e partes da Colômbia e Venezuela, este lindo ciclídeo é um daqueles peixes que todo amante de aquarismo temático amazônico sonha em possuir.

Atinge uns 10 cm de comprimento, de comportamento pacifico e gregário, gosta de viver em PH 4.0 a 6.8, temperatura tropical e muitos troncos, na natureza vive em águas escuras e calmas, sendo encontrado principalmente em regiões inundadas.

É muito parecido com o B. cupido, que possui uma mancha acima da linha lateral do corpo, no B. wavrini, a mancha fica localizada abaixo ou sobre a linha lateral.

O aquário deve ter no mínimo uns 200 litros, substrato arenoso, raízes e iluminação fraca, o peixe se sentirá mais seguro em um ambiente sombreado e com muitas raízes.

O ideal é ter no mínimo uns 8 exemplares para evitar que os mais fracos sejam dominados e agredidos pelo peixe dominante, deixando de se alimentar e ficando sujeito a doenças e outros males.

É ovíparo, os casais após formado liberam ovos que ficam presos na superfície de plantas, pedras ou troncos, eclodem em até 48 hs e os pais os colocam em pequenas covas na areia, após uma semana já estarão nadando livremente sob o cuidado dos pais.

São onívoros e você observará eles abocanhando a areia do aquário onde irão filtrar em busca de alimento, por isto é importante oferecer alimentos que afundem e fiquem no substrato para que os peixes possam come-los ao vasculhar o solo, ofereça também artêmias e túbifex sempre que possível.


19 dezembro 2020

Fertilização das Plantas

Para quem possui aquário plantado sabe que a fertilização é parte fundamental no cuidado com as plantas, além de fertilizantes líquidos que são necessários para muitas espécies, existe também a necessidade de fertilização das raízes para que as plantas se mantenham belas e exuberantes.

O maior erro que muitos aquaristas cometem é não observar estes detalhes superimportantes, esquecem que a fertilização é parte do cuidado com as plantas e após algum tempo acabam por ver suas plantas definhando ou não evoluindo de maneira satisfatória.

Mas como devemos fazer a fertilização? As vezes os aquaristas são levados a seguir as indicações da embalagem que indicam a quantidade que devem ser ministradas, mas nem sempre isto é o correto.

O aquário plantado deve ser testado semanalmente em busca de qualquer variação em seus parâmetros químicos, durante a testagem é que você irá descobrir que tipo de nutriente o seu aquário está necessitando.

Assim você poderá fornecer as plantas os nutrientes adequados, ao invés de acrescentar apenas por achar que é necessário e acabar colocando produtos em excesso, afetando o equilíbrio do aquário.

Infelizmente os testes mais eficazes que temos no mercado são de origem externa, o que demanda um alto investimento, mas se você tiver condições de adquirir um bom kit, ele te dará maior segurança e acertabilidade nas medições.

Como em tudo existe a exceção à regra, sabemos que muitos aquaristas conseguem belos aquários com o mínimo de testes, mas como já dissemos, é a exceção, acho que não vale a pena correr o risco se você pretende obter um belo aquário plantado.

Aquários tipo Holandês são conhecidos pela extrema beleza e plantio exuberante, mas para conseguir um desenvolvimento adequado, é necessário um pouco mais de investimento, primeiro em um substrato de qualidade, fertilizantes para as raízes e folhas, CO², Iluminação adequada, Filtragem eficiente, entre outros, nestes aquários a testagem deve ocorrer periodicamente para evitar qualquer desequilíbrio que venha afetar o ambiente.

Mesmo aquários de baixa demanda, conhecidos como Low Tech, devem ser testados periodicamente, pois embora as plantas sejam menos exigentes, elas necessitam de cuidados básicos para manter sua beleza e saúde.

Hoje no mercado nacional já temos diversos fertilizantes e substratos excelentes que nos ajudam a obter o sucesso desejado em nossos plantados, busque testar as marcas que mais se adequam as suas necessidades e tenho certeza que com os testes e os fertilizantes corretos você terá sucesso.


30 novembro 2020

Steatogenys duidae

Conhecido popularmente como sarrapó ou sarrapu, este peixe de aparência exótica é encontrado em algumas regiões da Colombia, Brasil e Venezuela. Pertencente a família Hypopomidae este peixe atinge uns 20cm de comprimento, tem um comportamento pacifico mais é um peixe predador e deve ser mantido junto com peixes de tamanho igual ou maior para não virar petisco.

 Necessita de um aquário com espaço para nadar e algumas tocas para ficar escondido durante o dia, PH 6,0 a 7,2 e temperatura de 23º a 28ºC.  

Apresenta um corpo alongado ideal para caçar entre rochas, troncos e plantas, não tem nadadeira dorsal e a anal é alongada como um chicote, possui a capacidade de emitir pequenos choques elétricos que é utilizado para caçar e acasalar.

De hábitos noturnos o aquário deve ter substrato arenoso e com iluminação fraca, muitas rochas e raízes ajudarão a manter um ambiente mais familiar para o peixe, a agua deve ser bem oxigenada.

Devemos ter no mínimo uns seis exemplares para que o peixe não se sinta intimidado e fique sem se alimentar, outro cuidado é com mudanças bruscas nos parâmetros físicos e quimicos do aquário já que o peixe é sensível a estas mudanças.

É uma espécie ovípara, não temos informações sobre a ocorrência dela em cativeiro e na natureza não se conhece os detalhes de como ocorre, em relação a alimentação, ele é onívoro com predileção a alimentos vivos, é um belo exemplar para aquários amazônicos.