20 setembro 2016

Oodinium - Veludo

Popularmente conhecida como veludo, esta doença é muito comum em peixes tanto de água doce como salgada, normalmente as áreas afetadas são as brânquias, pele e nadadeiras que ficam com um aspecto aveludado, é altamente contagiante e caso o peixe infectado não for separado dos demais rapidamente, em pouco tempo todos os outros também serão afetados pelo parasita causador desta enfermidade.

O parasita fica hospedado no peixe por um tempo e deixa o corpo do animal para se multiplicar no fundo do aquário originando cerca de 250 novos parasitas que em pouco tempo estarão procurando novos hospedeiros e assim o ciclo recomeça.

Caso não houver tratamento o peixe pode vir a óbito isto porque suas brânquias ficarão infestadas causando a dificuldade de respiração do animal, além de deixa-lo fraco abrindo a porta para outras doenças.

Um dos tratamentos eficazes contra esta doença é manter o aquário no escuro por no mínimo 48hs, mantenha a areação ligada e utilize medicamentos próprios para o combate a esta doença, um bem eficaz é o Oodinol da JBL.


As principais causas da doença são: Quedas bruscas de temperatura e Peixes infectados, caso o tratamento não surta efeito, uma das medidas mais radicais é deixar o aquário sem peixes por um período de 30 dias para que todo o ciclo de vida do parasita seja exterminado, neste caso eleve a temperatura para 30ºC mais tenha cuidado para não prejudicar plantas e outros animais que você possa ter em seu aquário.

01 setembro 2016

Melanotaenia praecox

Conhecido como peixe arco-iris neon este belíssimo peixe é originário da Austrália e Nova Guiné, possui cores magnificas e quando mantido em cardumes seu efeito no aquário é fenomenal, indicado para aquários plantados é um peixe pacífico e que deve ser mantido em cardumes de do mínimo cinco exemplares.

Atinge quando adultos 5 cm e comem de tudo, procure alimenta-los semanalmente com artêmias já que as mesmas são ricas em betacaroteno e deixarão o peixe com as cores ainda mais brilhantes.

O aquário ideal para a espécie deve ter PH de 6,8 a 7,0, temperatura entre os 26º a 28ºC e vegetação abundante, são exímios saltadores, por este motive fique atendo para que os mesmos não se sintam assustados e venham a saltar do aquário.

Os machos da espécie são maiores que as fêmeas e também mais brilhantes, não é difícil de reproduzi-los em aquários, são peixes que espalham seus ovos por todo aquário e não cuidam da prole, caso for reproduzi-los procure ter um aquário preparado para isto, o aquário de reprodução deve ser pequeno e com PH alcalino, cerca de 7,0, temperatura em torno dos 28ºC e um filtro para garantir a oxigenação da água.

Coloque bastante musgo-de-java ou lã, plantas de folhas finas e não coloque substrato para facilitar a limpeza do aquário, mantenha as fêmeas e os machos separados dentro do aquário para que eles entre no processo de acasalamento, os machos ficarão com as cores mais vibrantes e as fêmeas com o ventre mais inchado a medida que estivem prontas para a desova, escolha o casal e solte-os no aquário de reprodução.

Dentro de alguns dias você poderá observar os ovos que estarão ligados a um pequeno fio, retire-os e transfira para outro aquário para evitar que os pais comam, observe os musgos, lã e outras plantas para recolher todos os ovos possíveis.

Os filhotes nascerão dentre 7 a 10 dias e se alimentarão do conteúdo do saco vitelino nas primeiras horas, depois você pode oferecer infusórios e outros micro alimentos.

Um aquário povoado apenas com os Raibow Fish é maravilhoso, vale a pena investir neste peixe magnifico.

15 agosto 2016

Bunocephalus coracoideus - Banjo

Originário da bacia do rio Amazonas, este peixe é daquelas espécies que são buscadas por aquaristas que curtem criar animais mais exóticos, sua aparência peculiar e um tanto primitiva chama a atenção de qualquer um.

Popularmente conhecido como Banjo devido a sua aparência com o instrumento, este peixe pertence à família Aspredinidae e deve ser criado apenas com espécies de porte médio a grande, devido a sua natureza predatória, colocá-lo com peixes pequenos é oferecer-lhe um banquete de luxo.

Como todos os bagres, este peixe gosta de viver escondido durante o dia, em tocas, na areia, folhas, etc. comem de tudo, desde pequenos animais, como também artêmias, tubifex, alimentos especiais para peixes de fundo, etc.

O aquário ideal para o peixe deve ter PH na faixa dos 6,0, temperatura tropical e muitas tocas para que o peixe se sinta a vontade.

Já existem noticias sobre a reprodução da espécie, porem ainda não conhecemos os detalhes, mas pelo que já pesquisei na web, a reprodução se deu após uma troca parcial de água que parece que estimulou a fêmea a desovar, a distinção entre macho e fêmea se deu visualmente observando a largura da fêmea em relação ao macho.

Observou-se que a corte se deu com o macho perseguindo a fêmea e mordiscando sua lateral, a fêmea então começou a desovar e o macho imediatamente passou a fertiliza-los, os ovos se aderiram às plantas, vidro, rochas etc. por isto o ideal é colocar o casal em um aquário sem substrato, apenas com plantas de raízes ou tufos de lã para que os ovos fiquem mais protegidos.


Após 48hs os ovos eclodiram e 72hs depois os filhotes já nadavam pelo aquário que teve seus pais retirados para evitar a predação.

Infelizmente as informações ainda são bem superficiais e espero que você tenha sucesso na criação e reprodução da espécie.

01 agosto 2016

Dureza Total e Dureza Carbonatada

 Um assunto bastante negligenciado pelos aquaristas é o controle dos parâmetros físicos da água do aquário, desde o PH que é o mais comentado até os outros que não são conhecidos pela grande maioria dos aquaristas amadores.

Hoje vamos falar um pouco sobre o DH, existem dois tipos de DH que precisamos medir em nossos aquários, a Dureza Total e a Dureza de carbonatos, na Dureza total temos as informações sobre os níveis de Íons de Cálcio (Ca++) e Magnésio (Mg++) que estão presentes na água do aquário.

Existem ainda diversos Íons que contribuem para a elevação ou queda do DH, mas este assunto ficará para outro momento devido a sua complexidade.
O GH é expresso em partes por milhão (ppm) de carbonato de cálcio (CaCO3), grau Alemão de Dureza (dH), sendo que 1 dH é equivalente a 17,8 ppm de CaCO3. Veja abaixo a tabela auxiliar:

0 – 4 dH, 0 – 70 ppm – Muito mole
4 – 8 dH, 70 – 140 ppm – Mole
8 – 12 dH, 140 – 210 ppm – Macia
12 – 18 dH, 210 – 320 ppm – Relativamente Dura
18 – 30 dH, 320 – 530 ppm – Dura
>30 dH – Rocha liquida (Lago Malawi – África)

A observação e controle destes parâmetros são de grande importância no aquário, pois caso um peixe que vive em um ambiente de água mole, seja introduzido em um de água dura, a chance de perde-lo é muito grande, imagine aquele belo ciclídeo africano que você adquiriu, originário do Lago Malawi, sendo colocado em um aquário amazônico! Morte na certa.

Segundo especialistas a utilização de GH incorreto afeta a capacidade reprodutiva dos peixes, além de afetar também seu desenvolvimento e nós como amantes da natureza não queremos isto para nossos peixes.

Dureza de Carbonatos – A dureza de carbonatos ou KH é a medição dos Íons de bicarbonato (HCO3-) e carbonato (CO3--) que estão presentes na água, nos aquários com PH neutro os íons de carbonato serão predominantes e eles influenciarão no valor do KH.

Em nossos aquários o KH age como um tampão químico, eles serão os responsáveis pela estabilização do PH evitando aumento ou queda brusca do mesmo o que afetará a vida aquática de forma negativa.

Aquários onde os níveis de KH estão baixos tende a ter o PH em níveis instáveis, ora ácido, ora alcalino, etc. e isto é extremamente prejudicial aos habitantes do aquário. Podemos modificar a dureza da água, de forma a obtermos a ideal para as espécies que criamos, uma das formas para isto é através da Osmose Inversa que ajudará a obter uma água com GH de 0, também existe a turfa que é muito utilizada em aquários de peixes Sul americanos, mas ela deixará sua água com aspecto de chá devido a coloração amarelada.

Ainda existe no mercado resinas especiais que promoverão o controle, mas só são efetivas para variações baixas, por este motivo é muito importante você possuir kits de testes confiáveis para fazer as medições semanais em seu aquário e evitar riscos com variações bruscas e consequentemente a perda de seus animais.


Aqui neste artigo trouxemos apenas uma pequena explanação, faça pesquisas, se aprofunde no assunto para conhecer melhor e assim dar aos seus peixes uma qualidade de vida melhor. 

16 julho 2016

Aspidoras Pauciradiatus

Conhecida como falsa coridora, este lindo peixe é na verdade um gênero diferente que foi descrito em meados dos anos 70, este peixe possui duas aberturas no topo da cabeça enquanto as verdadeiras coridoras possuem apenas uma abertura, elas ainda tem seis raios na barbatana dorsal enquanto as demais possuem sete.

É encontrado na Bacia do Araguaia onde vive em águas movimentadas, atingindo cerca de 4 cm quando adultos necessita de alguns cuidados especiais para viver em cativeiro, é um peixe muito delicado em relação a alterações de PH, por isto você deve mante-lo entre 6,0 a 7,2.

Seu ambiente deve conter folhas secas e troncos que ajudarão a acidificar a água, deve-se cuidar da oxigenação do aquário e manter a temperatura entre os 24 a 27ºC, DH entre 2 e 12 dh.

É pacífico e gosta de viver em pequenos cardumes, fuçando o fundo do aquário em busca de alimentos, por isso tenha cuidado com o tipo de substrato que você utiliza, evite pedras pontiagudas que poderão ferir o peixe.

São onívoros, aceitam desde alimentos vivos a rações para peixes de fundo, são peixes ideais para viver em companhia de tetras, acarás e outros peixes de porte pequeno.

As fêmeas são maiores e mais roliças em relação aos machos, sua reprodução raramente acontece em aquários, isto devido as circunstancias especiais que o ambiente necessita, o que dificilmente ocorrem em cativeiro, mas alguns especialistas dizem que após a postura dos ovos, os mesmos eclodirão em até 5 dias.

Os filhotes podem ser alimentados com náuplios de artêmias, microvermes e outros alimentos para filhotes, os peixes como todas as coridoras são intolerantes ao sal e qualquer produto químico presente na água, por isto tenha muito cuidado quando for fazer a manutenção do aquário para que não contamine o ambiente da espécie.





02 julho 2016

Gymnorhamphichthys rondoni

Este peixe de aparência exótica é mais um dos surpreendentes animais encontrados na bacia Amazônica, uma região ainda cheia de mistérios e animais surpreendentes.

Pertencente a família Rhamphichthyidae este peixe possui um corpo alongado, bico estreito parecendo com uma tromba e cauda longa e fina, a nadadeira ventral vai da cabeça a cauda, o dorso é liso.

Sua coloração é acinzentada com uma faixa escura percorrendo todo o corpo, gosta de viver em ambientes com tocas e rochas onde possa se esconder nas reentrâncias das mesma, por isto é importante que o aquário ofereça estas condições.

O substrato ideal deve ser formado principalmente por areia já que na natureza o peixe gosta de ficar enterrado nela, mas caso você prefira um substrato mais grosso, opte por pedras sem pontas para que não machuque a boca do animal criando com isto condições para infecções e consequentemente a entrada de parasitas.

Sua alimentação deve consistir em pequenos vermes, como dáfnias, túbifex e náuplios de artêmias, é um peixe de hábitos noturnos, que durante o dia gosta de ficar escondido, por isto não se preocupe ao não encontra-lo no aquário, você o verá em atividade ao cair da tarde.

Sua reprodução é desconhecida, assim como a diferença entre machos e fêmeas, como todo peixe amazônico a água deve ter temperatura entre os 26º a 28ºC, PH de 6,6 a 6,8.