15 março 2016

Taeniacara candidi - Torpedinho

Este lindo ciclídeo da subfamília Geophaginae é originário do Brasil, mais precisamente da rica região Amazônica, encontrado no rio Negro e afluentes do Tapajós, ele atinge cerca de 2,5cm para machos e as fêmeas cerca de 2cm.  

Para manter o Taeniacara candidi ou torpedinho como também é conhecido, você deve ter um aquário com algumas plantas e muitos esconderijos, rochas ou troncos são esconderijos ideais, o peixe prefere temperaturas entre os 27 a 30ºC, PH ácido (4.5 a 5.8), ou seja, você deverá escolher bem as espécies que lhe farão companhia, já que algumas não suportarão um PH neste nível.

Este peixe pode a principio não aceitar comidas industrializadas, o ideal é mesclar entre alimentos vivos e industrializados, ofereça artêmias vivas ou congelas, túbifex, dáfnias entre outros.

São peixes territoriais que demarcam seu espaço e o defendem ferozmente, por isso o recomendado é que o aquário tenha de 70 litros ou mais, muitos abrigos e peixes de temperamento semelhante,evite muitos machos no mesmo aquário, pois poderão brigar até a morte.

Os machos são maiores e mais coloridos que as fêmeas, sua reprodução em aquários é muito difícil de ocorrer, devido às condições especiais da água que nos aquários nunca ficará igual a da natureza.

A fêmea age como as outras da família, protegendo os ovos com agressividade e determinação, não se sabe muito sobre seus hábitos e como é o desenvolvimento das crias.


O gênero Taeniacara ainda está sob estudo, este peixe já foi denominado como Apistograma weisei e pode ocorrer de que seja classificado novamente como do gênero Apistograma.

Esta aí mais um belo peixe encontrado em nosso país e que pode habitar seu aquário.

* Imagens obtidas da internet

02 março 2016

Danio rerio - Paulistinha

Quem nunca se encantou com os movimentos frenéticos e seu desassossego ao nadar por todo o aquário? estou falando do paulistinha, Danio rerio, que é muito conhecido na aquariofilia mundial e já fez parte dos aquários de muito amantes do aquarismo.

Este zebrinha encantador é um peixe muito apreciado pelos iniciantes devido sua facilidade de manutenção, beleza e movimentos incansáveis por todo o aquário.

O paulistinha é um peixe tropical da família dos ciprinídeos que vive entre 4 a 5 anos, é muito utilizado pelos cientistas em pesquisas e estudos genéticos, hoje existe variedades modificadas genéticamente, albinas, véu, etc.

É encontrado na Índia, Paquistão, Nepal, Myannar e Bangladesh e hoje está presente em vários países do mundo, inclusive alguns criadores irresponsáveis tem libertado este peixe em rios ou lagos, o que é super perigoso para a fauna local e o peixe tem se adaptado muito bem.

É de fácil manutenção, come de tudo e vive muito bem em aquários plantados, comunitários, etc. prefere PH de 7.0 e temperatura tropical, a diferença entre macho e fêmea é identificada pela coloração da fêmea que é menos intensa que a dos machos, eles preferem desovar entre as plantas, raízes e cascalhos.



São peixes de cardume, portanto tenha em seu aquário de 10 exemplares em diante, você ficará muito satisfeito pois são peixes que nadam sem parar e dão vida e graça ao aquário.

10 fevereiro 2016

Scleromystax sp (c113)

Conhecido como "baianinho" esta linda coridora é encontrada no estado da Bahia como você já deve ter percebido pelo apelido deste lindo peixinho, pertencente a família Callichthyidae ele atinge até 8 cm de comprimento é pacífico e vive muito bem em aquários comunitários.

A temperatura ideal para a espécie é de 20 a 26ºC, PH de 6 a 7,0 e DH 1 a 12 dKH, é onívoro, ou seja, come de tudo e você poderá oferecer ração especial para coridoras ou alimento vivo, seja artêmia congelada, tubifex, etc.

Possui o corpo alongado com a boca afinada em um "bico", ventre esbranquiçado e dorso preto-esverdeado com alguns reflexos prateados.

As nadadeiras dorsais e peitorais são alongadas e manchadas de preto, a diferença sexual entre macho e fêmea é visível pelo ventre mais arredondado das fêmeas e o corpo mais alongado dos machos, ainda se sabe pouco sobre a reprodução da espécie, porem alguns aquaristas estrangeiros já tem conseguido reproduzir a espécie com certo sucesso. 

Caso você conheça os métodos de reprodução da espécie, nos avise e conte sua experiência.


25 janeiro 2016

Dicrossus Maculatus


Encontrado na bacia Amazônica este lindo ciclídeo é um daqueles peixes que não podem faltar na criação dos mais entusiastas criadores de ciclídeos anão.

Com um comprimento máximo de 6 cm para as fêmeas e 5,3 cm para os machos estes lindos peixes são ideais para os amantes de ciclídeos, os machos possuem cores brilhantes e intensas durante a época de reprodução o que os deixam ainda mais belos, já as fêmeas quando virgens possuem as nadadeiras transparentes e após a reprodução elas adquirem um tom alaranjado.

Os machos são territoriais entre si e brigam constantemente quando outro invade seu espaço, o aquário ideal para criar a espécie deve ter PH 3,4 a 5,4, temperatura tropical 26 a 28ºC, areia fina no fundo e algumas folhas soltas, pedras lisas onde as fêmeas costumam colocar os ovos e plantas, os troncos também são peças ideais no aquário para estes peixes.

São onívoros mas o ideal é oferecer semanalmente algum alimento vivo para garantir uma melhor saúde ao peixe, ainda não é encontrado com facilidade no Mercado nacional e também pode ser  confundido com o D. Filamentosus, devido a aparência quase igual.


A reprodução do peixe é um desafio a parte, já que é necessários atingir parâmetros rigorosos em relação ao PH, DH etc. são peixes que cuidam da ninhada e protegem os filhotes desde o nascimento, a fêmea usa suas barbatanas ventrais para dar comandos aos filhotes, vale a pena criar a espécie e tentar sua reprodução.

Imagens obtidas da Internet

10 janeiro 2016

Limnophila Hippuroides

Esta é sem duvida uma das belíssimas plantas do gênero Limnophila, quando bem adaptada e em condições ideais de luminosidade e CO², ela adquire uma coloração espetacular, forma moitas densas e compactas e dão ao aquário um visual espetacular quando misturadas com plantas verdes.

A Limnophila Hippuroides é de crescimento rápido e cultivo fácil, requer temperatura de 26 a 28ºC e PH de 6 a 8, atingem até 50 cm de comprimento e requer um substrato fértil para melhor evolução.

Ao se efetuar diversas podas ela irá soltar mais brotos e ficar cada vez mais compacta, geralmente ela é confundida com a L. aromatica, mas a diferença é que ela possui várias folhas por nó e a L. Aromatica possui poucas, requer iluminação intensa para seu melhor desenvolvimento e beleza, já que ela irá adquirir o tom avermelhado e belo característico desta planta.