31 agosto 2019

Arraias de água doce


No meio aquarístico temos diversos aficionados que possuem os mais variados estilos e curtem as mais variadas formas de aquarismo, seja aquário plantado, marinho, jumbo, exóticos, etc.

Hoje quero falar aos amantes das Arraias, ou Stingrays como são chamadas em inglês, são animais fantásticos e belíssimos, porem o aquarista deve ter muito conhecimento para manter estes animais saudáveis.

O Brasil possui diversos tipos de arraias de água doce, algumas são comercializadas em lojas especializadas, porem não são muito comuns de se encontrar, talvez devido a falta de entusiastas e a falta de informação que afasta os aquaristas destes magníficos peixes.

O gênero mais comum encontrado é o Potamotrygon, e alguns dentre eles são os mais criados pelos aquaristas ao redor do mundo, são eles: P. henlei, P. leopoldi, P. jabuti, P. motoro, P. hystrix e P. scobina.

Existem entusiastas que buscam apenas animais selvagens e outros preferem os de cativeiro, assim podem preservar a espécie na natureza, a criação em cativeiro produziu diversas espécies hibridas, ou seja, misturadas, assim conseguiram padrões únicos que não são encontrados na natureza.

Para criar este peixe em aquário, é necessário observar 3 pontos importantes, que são: tamanho do aquário, alimentação e filtragem do aquário. São animais grandes, por isto o tamanho do aquário é importante para que o animal tenha espaço suficiente para nadar sem riscos de se ferir.

O substrato deve conter apenas areia fina, evite pedras com arestas pois irão ferir o peixe e abrir passagem para infecções e outras doenças, é necessário prestar o máximo cuidado com a qualidade da água, o animal é extremamente sensível a amônia, nitrito e nitratos presentes na água.

As arraias necessitam de água quase pura e você poderá perde-las caso haja algum desiquilíbrio no aquário, faça trocas periódicas de 50 a 75% de água, duas vezes por semana, o PH deve estar cerca de 6,8 a 7,6, temperatura de 26 a 28ºc.

Outro ponto a ser observado é a filtragem, você deve ter um filtro que seja eficaz e que tenha a capacidade de filtragem 4X mais que a litragem do aquário, utilize também um filtro UV para manter a água esterilizada e límpida.


A alimentação em cativeiro é importante para a saúde do animal, os alimentos podem ser congelados, como camarões, peixes, krill, etc não aceitam alimentos industrializados então você deverá pesar os prós e contras caso tenha interesse em manter este lindo animal que podem chegar facilmente aos 15 anos de vida.

17 agosto 2019

Desmopuntius rhomboocellatus – Barbo pele de cobra


A família Cyprinidae possui dentre suas mais diversas jóias um peixe que é incrível pela sua aparência, o Barbo pele de cobra.

O Desmopuntius rhomboocellatus é um peixe pacifico e gregário, chegando aos 5cm de comprimento e de temperamento pacifico ele gosta de viver em pequenos cardumes e em ambiente com plantas e temperatura tropical.

Encontrado na região de Bornéu em locais de águas escuras, onde as águas possuem um PH baixo, cerca de 4.0 e com muitas folhas caídas e troncos, então para deixar o peixe mais a vontade, procure recriar este ambiente.

Apresenta marcas em forma de losango em seu corpo muito parecido com pele de cobra, a base do corpo é alaranjada e com barras verticais verdes.

É onívoro, na natureza come insetos e minhocas, por isto não deixe de oferecer alimentos vivos para o peixe, dificilmente se reproduzem em aquários, mas você pode tentar.

Para destacar o peixe escolha um substrato escuro, iluminação fraca e muitas plantas, infelizmente não é muito comum nas lojas brasileiras, mas se você encontrar, vale a pena cria-lo.



29 julho 2019

Bactérias nitrificantes


A filtragem biológica é um dos aspectos mais importantes na manutenção da vida aquática em nossos aquários, geralmente no inicio do hobby muitos aquaristas desistem, porque ao não conhecer os aspectos físicos e químicos do aquário, perdem uma quantidade grande de peixes o que os levam a desistência devido a frustração.

Segundo pesquisas 60% dos peixes comprados no primeiro mês morrem e isto leva ao que chamamos de “síndrome do tanque novo”, porque isto ocorre? Bem os peixes são envenenados pelos altos níveis de amônia (NH3) que é produzida pela mineralização dos dejetos dos peixes, excesso de alimentação entre outros.

Os efeitos no peixe são: dano nos tecidos como brânquias e rins, desequilíbrio físico, perda da resistência, falta de apetite e morte.

O Nitrito (NO2) também é prejudicial pois envenena os peixes não permitindo que os glóbulos vermelhos troquem o oxigênio.

Para se ter sucesso no hobby o aquarista iniciante deve buscar informações, por isto na maioria das vezes o aquário é montado e após 30 ou 90 dias os peixes são acrescentados, assim todo o ciclo do nitrogênio é completado e os animais não sofrerão nenhum dano pois o aquário já estará biologicamente pronto.

As bactérias necessitam de algumas condições para se desenvolverem como a temperatura entre os 25ºC a 30ºC, são sensíveis a iluminação forte e radiação ultravioleta, por isto o uso destes filtros não é indicado.

Durante as trocas parciais você deve observar cuidadosamente a água que estará entrando no aquário, ela deve estar tratada com todos os parâmetros físicos e químicos, de forma a não comprometer o equilíbrio do aquário saudável e desta forma causar um desequilíbrio que pode ser fatal.

Evite a todo custo tratar os peixes doentes no aquário principal, sabemos que a maioria dos medicamentos podem matar a colônia inteira das bactérias nitrificantes, por isto, tenha sempre um aquário de quarentena para tratar os animais e plantas doentes.

15 julho 2019

Anableps anableps - Quatro olhos


Este com certeza está entre os peixes mais estranhos e bizarros que já vi, pertencente a família Anablepidae da ordem dos Cyprinodontiformes, é encontrado entre Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, delta do rio Parnaíba até a borda dos estados do Maranhão e Piauí.

Vive em manguezais de água salobra onde se adaptou para seguir o fluxo das marés, seus olhos de forma tão peculiar permitem que o animal visualize suas presas dentro ou fora d’água.

Vive em ambientes de estuários onde a temperatura gira em torno dos 28º C, PH de 7.0 a 9.0 pois nestes ambientes de água salobra a variação pode ocorrer para cima e para baixo com as mudanças de marés.

Na natureza atinge uns 30 cm, em aquários geralmente não passa dos 20 cm, deve ser mantido em um aquário grande, com um substrato bem parecido ao ambiente natural do peixe, ou seja, um manguezal, com muitos troncos e rochas, deixe alguns troncos expostos na superfície para dar uma aparência mais natural.

É um exímio saltador, por isso mantenha o aquário bem fechado, a iluminação deve ser moderada e você deve observar a salinidade da água mantendo entre 1005 e 1015.

É um peixe de difícil manutenção em aquários e só é indicado para aquaristas experientes, é carnívoro e na natureza se alimenta de peixes menores, caranguejos pequenos, insetos etc. por isto, sempre tenha alimentos vivos em sua dieta, como artêmias, minhocas, moscas, etc.

São peixes vivíparos, as fêmeas são maiores que os machos e sua reprodução é muito parecida com a dos poecilídeos. As fêmeas geram cerca de 10 filhotes que ao nascerem já estarão aptos para nadarem pelo ambiente.

É muito difícil de ser encontrado nas lojas de aquário, talvez pela dificuldade de se manter em cativeiro esta espécie tão peculiar.
  

30 junho 2019

Doenças das Cryptocorynes.


A podridão das criptocorines é muito conhecida e temida por quem cultiva estas magnificas plantas, infelizmente sabe-se pouco sobre o porque deste fenômeno que afeta estas plantas.


Geralmente a causa ligada a isto pode ser traumas durante o replantio, quando a planta sai de um ambiente estabilizado e entra em outro, mudança de iluminação, alto conteúdo de nitratos, mudanças bruscas no PH, DH, etc.

A podridão atingirá as folhas e chegará até o rizoma da planta, a recuperação pode levar vários dias ou até ser fatal, ocasionando a perda da planta.

Mas como evitar isto? Você deve observar com rigor as necessidades das condições físico/químicos da água, para que a planta não sinta a mudança de forma tão brusca.

Também deve retirar todas as folhas e raízes que apresentarem algum sintoma de podridão nas plantas recém adquiridas para evitar que atinja as folhas saudáveis, procure também fazer uma TPA regularmente e sempre observando os parâmetros físicos da água nova.

Existe no mercado um produto desenvolvido para evitar este problema que é o Stellacoryn®, ele é um produto que cuida das criptocorines e deve ser adicionado nas trocas parciais para controlar a doença e evitar sua propagação.

Existe também um parasita que danifica seriamente as plantas, ele é o Organothrips baudenii, este inseto deposita seus ovos dentro do caule das folhas através de um furo, lá as larvas se desenvolvem e irão danificar a planta de tal forma que você poderá perde-la em pouco tempo.

Geralmente o controle e eliminação desta praga é difícil, sendo que muitos optam por descartar a planta doente, o que dependendo da espécie que você adquiriu é uma perda muito grande.

15 junho 2019

Melanotaenia boesemani



Os chamados Rainbowfishes são peixes com cores espetaculares, encontrados na Oceania em países como Austrália, Nova Guiné, Nova Zelândia e outras regiões, alguns possuem tamanhos variados e são exímios nadadores além de ótimos saltadores, você pode observar o desenho do corpo do animal.

A Melanotaenia boesemani é originária da Nova Guiné, atinge cerca de 10 cm em cativeiro, é pacífica e apta para viver em aquários comunitários.

Vive até 5 anos, é onívoro e adora comidas vivas, que não devem faltar em sua dieta, gosta de viver em grupos de até 6 indivíduos, quando bem aclimatados apresentarão cores exuberantes.

Para realizar sua reprodução, você deve utilizar um aquário preparado apenas para isto, com bastante plantas flutuantes que servirão de refugio aos alevinos que nascerão em até duas semanas.

O ideal é manter apenas uma espécie de Melanotaenia no aquário, já que é um peixe que facilmente pode hibridizar com outra espécie, são pacíficos e podem viver bem com algumas espécies de barbos.

O aquário ideal para a espécie deve ter bastante plantas, mas também um amplo espaço para o peixe nadar, já que ele gosta de percorrer todo o ambiente sem parar, um substrato escuro irá destacar ainda mais as cores do peixe.

Os parâmetros físicos da água são os seguintes: DH 8 a 15º, PH 7.0 a 7.5, temperatura de 23ºC a 28ºC e um filtro bem potente para manter a água bem limpa e oxigenada, as trocas parciais devem ser executadas com frequência para manter a boa qualidade da água.