30 junho 2019

Doenças das Cryptocorynes.


A podridão das criptocorines é muito conhecida e temida por quem cultiva estas magnificas plantas, infelizmente sabe-se pouco sobre o porque deste fenômeno que afeta estas plantas.


Geralmente a causa ligada a isto pode ser traumas durante o replantio, quando a planta sai de um ambiente estabilizado e entra em outro, mudança de iluminação, alto conteúdo de nitratos, mudanças bruscas no PH, DH, etc.

A podridão atingirá as folhas e chegará até o rizoma da planta, a recuperação pode levar vários dias ou até ser fatal, ocasionando a perda da planta.

Mas como evitar isto? Você deve observar com rigor as necessidades das condições físico/químicos da água, para que a planta não sinta a mudança de forma tão brusca.

Também deve retirar todas as folhas e raízes que apresentarem algum sintoma de podridão nas plantas recém adquiridas para evitar que atinja as folhas saudáveis, procure também fazer uma TPA regularmente e sempre observando os parâmetros físicos da água nova.

Existe no mercado um produto desenvolvido para evitar este problema que é o Stellacoryn®, ele é um produto que cuida das criptocorines e deve ser adicionado nas trocas parciais para controlar a doença e evitar sua propagação.

Existe também um parasita que danifica seriamente as plantas, ele é o Organothrips baudenii, este inseto deposita seus ovos dentro do caule das folhas através de um furo, lá as larvas se desenvolvem e irão danificar a planta de tal forma que você poderá perde-la em pouco tempo.

Geralmente o controle e eliminação desta praga é difícil, sendo que muitos optam por descartar a planta doente, o que dependendo da espécie que você adquiriu é uma perda muito grande.

15 junho 2019

Melanotaenia boesemani



Os chamados Rainbowfishes são peixes com cores espetaculares, encontrados na Oceania em países como Austrália, Nova Guiné, Nova Zelândia e outras regiões, alguns possuem tamanhos variados e são exímios nadadores além de ótimos saltadores, você pode observar o desenho do corpo do animal.

A Melanotaenia boesemani é originária da Nova Guiné, atinge cerca de 10 cm em cativeiro, é pacífica e apta para viver em aquários comunitários.

Vive até 5 anos, é onívoro e adora comidas vivas, que não devem faltar em sua dieta, gosta de viver em grupos de até 6 indivíduos, quando bem aclimatados apresentarão cores exuberantes.

Para realizar sua reprodução, você deve utilizar um aquário preparado apenas para isto, com bastante plantas flutuantes que servirão de refugio aos alevinos que nascerão em até duas semanas.

O ideal é manter apenas uma espécie de Melanotaenia no aquário, já que é um peixe que facilmente pode hibridizar com outra espécie, são pacíficos e podem viver bem com algumas espécies de barbos.

O aquário ideal para a espécie deve ter bastante plantas, mas também um amplo espaço para o peixe nadar, já que ele gosta de percorrer todo o ambiente sem parar, um substrato escuro irá destacar ainda mais as cores do peixe.

Os parâmetros físicos da água são os seguintes: DH 8 a 15º, PH 7.0 a 7.5, temperatura de 23ºC a 28ºC e um filtro bem potente para manter a água bem limpa e oxigenada, as trocas parciais devem ser executadas com frequência para manter a boa qualidade da água.

30 maio 2019

Utricularia graminifolia


Originária do Sudeste Asiático, na natureza esta planta é encontrada em locais pantanosos onde cresce parcialmente submergida, suas folhas lembram um gramado que quando ocupam todo o espaço do aquário forma um visual muito bonito.

É uma planta carnívora, seus rizomas possuem células urticantes que na natureza serve para que a planta capture pequenos invertebrados, de onde extrai o nitrogênio e o fósforo.

Aparentemente estas células não afetam os peixes, mas podem afetar alguns pequenos invertebrados que porventura você venha a ter em seu aquário, e também podem ser perigosas para os pequenos camarões.

Gosta de ambientes com temperatura de até 28ºC, PH 6 a 7,0, iluminação média e CO², é uma planta de raízes finas, o substrato deve ter no mínimo uns 3 mm para que a planta possa se propagar por todo ambiente em pouco tempo. 

Não é uma planta de difícil manutenção, em aquários com média manutenção ela é capaz de propagar rapidamente criando um belo tapete verde em algumas semanas.

15 maio 2019

Corydora eques


O mundo das Coridoras é fantástico, possui peixes lindos de tamanhos e formas variadas, existem muitos aquaristas que são apaixonados por estes peixinhos e dedicam sangue, suor, lágrimas e dinheiro em sua reprodução e estudo.
Vamos conhecer uma linda espécie que pode fazer parte do seu aquário, e como todas as Coridoras esta é pacífica e muito bonita.


Espécie exclusivamente Brasileira é encontrada na bacia do rio Amazonas, pertencente a família Callichthydae, este lindo peixinho atinge uns 5cm de comprimento e chegam a viver até 10 anos, gostam de ambientes calmos com PH de 6.0 a 7.0, temperatura entre os 22º aos 28ºC e DH de 2 a 16.

Apresenta uma coloração azul turquesa e uma faixa laranja entre suas nadadeiras peitorais que vão até a cabeça, em um substrato arenoso o peixe irá destacar ainda mais suas cores, na natureza é encontrado em águas rasas e calmas, geralmente com fundo arenoso, por isto tenha cuidado na escolha do substrato que você irá colocar em seu aquário.

É comum flagra-las subindo rapidamente até a superfície para respirar, esta é uma característica destes peixes que possuem a capacidade de capturar o oxigênio do ambiente, assim conseguem viver em ambientes com baixo nível de oxigênio, como as poças temporárias que se formam na floresta durante a estação seca.

Possui espinhos nas nadadeiras peitorais que servem de defesa quando atacadas por peixes maiores, são espinhos duros que podem ferir o aquarista, por isto tenha muito cuidado no manuseio do animal.

São peixes ovíparos, a fêmea deposita até 200 ovos em raízes ou folhas que incubarão em até 5 dias, não cuidam da prole, que após três dias já estarão nadando.

A diferença entre macho e fêmea é percebida pelo tamanho dos machos que são menores e as fêmeas com o corpo mais redondo e o ventre mais dilatado, isto pode ser percebido olhando-os pelo alto, onde a diferença ficará mais evidente.

Comem de tudo, o ideal é fornecer semanalmente alimentos vivos para reforçar o sistema imunológico do peixe, como são peixes de fundo o ideal é fornecer alimentos que afundem até o fundo para que o peixe possa se alimentar sem depender dos restos que pode ou não chegar até eles.

Como todos os peixes de fundo, esta espécie não é uma limpadora que comerá fezes e outros detritos, elas podem sim, comer restos de alimentos e outros invertebrados que possam surgir, mas o fornecimento de um alimento especial e nutritivo deve ser levado em conta pelo aquarista, já que muitos acham que estes peixes só comem restos e não se preocupam em fornecer alimentos de boa qualidade para o animal.

30 abril 2019

Aquário de águas escuras


Nós aquaristas sabemos que muitos dos peixes por nós criados vêm de um ambiente onde a qualidade da água é bem diferente da que é encontrada em nossos aquários.

Quem cria peixes Amazônicos, sabe que na natureza os peixes como os discos, bandeiras, tetras e outros são encontrados em águas escuras com alta concentração de tanino e outras matérias orgânicas em suspensão e raramente os peixes vêm de habitat com águas cristalinas.

Sendo assim, muitos aquaristas procuram manter seu aquário o mais próximo possível do ambiente natural, mantendo troncos, folhas, turfa e outros para que a água do aquário fique escura, com aparência de chá, imitando o habitat natural.

E você sabia que existe beneficio nisto? Segundo algumas pesquisas, a água rica em tanino pode apresentar defesas antifungos e antimicrobiana, além disto também é uma ótima auxiliadora na incubação de ovos de algumas espécies.

Mas o acréscimo de folhas, turfa, troncos etc, irá afetar o PH do aquário, deixando mais baixo, por isto os peixes devem ser escolhidos observando o critério do PH, o visual do aquário também será afetado, já que a água ficará mais turva.

Alguns aquaristas disseram que os peixes ficam mais coloridos, vigorosos e saudáveis quando mantido em ambiente rico em tanino, geralmente aquários com estas características possuem poucas ou nenhuma planta emersa, sendo que a decoração principal é formada por plantas de superfície que lançarão suas raízes pelo aquário, folhas mortas soltas no substrato, troncos e rochas.

As plantas flutuantes criarão um ambiente muito interessante ao lançar suas raízes que servirão de abrigo para os peixes pequenos e também alevinos, você pode escolher Eichornia crassipes, Pistia stratiotes ou Limnobium laevigatum, além de abrigo suas raízes serão um ótimo elemento filtrante no aquário.

Em relação a iluminação, esta não precisa ser forte, em aquários de águas escuras a iluminação tende a ser fraca com alguns pontos iluminados, já a filtragem deve ser suficiente para manter a água com qualidade e evitar o “apodrecimento” dela, com graves consequências para os peixes.
Alguns dos peixes que você poderá manter neste aquário são:

Otocinclus vestitus
Rineloricaria lanceolata
Apistogramma agassizi
Crenicichla saxatilis
Pterophyllum scalare
Hemigrammus belloti
Corydoras arcuatus
etc.
  
Na internet você encontrará muitos aquários amazônicos para se inspirar e montar o seu e uma lista enorme de peixes que poderão habitat este aquário, faça pesquisas e boa sorte.




14 abril 2019

Economidichthys pygmaeus


O continente Europeu também conhecido como o velho mundo, possui uma natureza muito bela, infelizmente como já sabemos grande parte foi destruída durante séculos de guerras, revoluções e exploração desordenada, mais ainda assim a natureza pode nos surpreender com algumas espécies belíssimas.

Hoje vamos conhecer o E. Pygmaeus, este pequeno peixinho encontrado na Grécia o berço da civilização ocidental, vive em riachos com pouca movimentação e vegetação em abundancia, ele se alimenta de pequenos invertebrados e Anfipodos.

Com sua aparência peculiar este lindo peixinho irá chamar a atenção de qualquer espectador, pertencente a família Gobiidae, este peixe é endêmico da Grécia e partes da Albânia, os machos chegam aos 5cm de comprimento e as fêmeas crescem um pouco mais. 

No período reprodutivo as fêmeas colocam até 600 ovos em buracos que serão vigiados pelos machos até a incubação, os peixinhos ficarão no fundo consumindo o saco vitelino por cerca de 3 dias.

Na natureza os pais morrem pouco tempo depois da desova, em aquários não temos conhecimento se isto também ocorre, encontra-se ameaçado devido a poluição dos rios da região onde é encontrado e a extração sem controle de águas dos rios e riachos que habita.

Pelas informações que já busquei, não é comercializado no Brasil.