15 dezembro 2018

Coridora pantanalensis

Encontrada nas bacias do rio Cussis e Las petas na Bolívia, esta linda espécie de Coridora vive em águas límpidas e cristalinas das áreas pantanosas desta região.

Diferentemente das espécies que são encontradas na bacia Amazônica, que vivem em águas rasas e cor de chá, devido o tanino, a C. pantanalensis gosta de viver em locais de águas cristalinas com vegetação densa e luz solar intensa.

Atinge até 7cm e vive por até 10 anos, gosta de ambiente com PH 6.0 e DH 5 a 12, é pacifica e ideal para viver em aquários comunitários, com muita vegetação, ainda é rara no aquarismo.

É um peixe que possui a capacidade de respirar o oxigênio atmosférico, isto se dá devido as modificações do intestino que é altamente vascularizado e que evoluiu para garantir ao peixe que ele possa sobreviver em ambientes com baixo nível de oxigênio.

Possui dois espinhos em suas extremidades junto as nadadeiras peitorais, estes espinhos servem de proteção contra possíveis predadores que possa vir ataca-lo, o aquarista deve ter cuidado ao manuseá-lo pois estes espinhos podem causar sérias lesões.

São peixes extremamente pacíficos e devem ser mantido em grupos de no minimo 6 peixes, o substrato deve ser arenoso sem pedras cortantes que podem machucar o animal, você pode oferecer rações especiais para peixes de fundo, artêmias, tubifex, etc.

São peixes ovíparos, a fêmea deposita os ovos que são como adesivos, em pedras planas ou folhas largas, os mesmo irão incubar em até 5 dias, após a eclosão, você poderá ver as pequenas larvas nadando pelo aquário, a espécie não cuida dos filhotes.

São peixes muito ativos durante a noite, por isto, procure fornecer seus alimentos durante este período.

28 novembro 2018

Limophila sassiliflora


É uma planta fácil de criar e muito resistente, muitas vezes é confundida com a Cabomba devido a semelhança de suas folhas, atinge facilmente uns 40 cm de comprimento, preenchendo a superfície do aquário em pouco tempo quando bem adaptada.

Gosta de luz moderada, temperatura de 22ºC a 28ºC, e PH de 5,5 a 7,0, é encontrada em partes da Africa e Ásia, é indicada para iniciantes ou aquários comunitários onde o paisagismo não é o ponto principal.

Muito boa para aquários de reprodução, pois cria densas moitas na superfície que servem de esconderijos para os alevinos, para isto elas podem ficar soltas no aquário de reprodução.

Em um aquário com suplementação de CO², seu crescimento será vertiginoso e logo ela preencherá toda a superfície rapidamente, cobrindo as demais plantas, por isto não é muito utilizada em aquários plantados.

05 novembro 2018

Escolhendo materiais para Layout


A seleção dos materiais que irão compor o layout de um aquário plantado é sem duvida uma das escolhas mais árduas que o aquarista tem que fazer. 

Materiais como rochas, raízes e troncos ajudam a compor uma paisagem natural, que agrada o olhar dos observadores e traz a satisfação do aquarista, porem o erro na escolha, ou no “casamento” destes materiais entre si e com as plantas que irão compor o ambiente, podem gerar um efeito adverso.

O aquarista deve atentar para os diversos tipos e formatos de rochas, raízes/troncos disponíveis, deve antes de comprar seus produtos ter em mente qual é o tipo de layout que ele pretende criar, fazer rascunhos e se possível alguns testes.

Deve-se atentar para a escala das rochas, troncos/raízes que pretende combinar, rochas lisas não irã ficar muito legal mescladas com rochas tipo Dragon Stone, por exemplo.

Embora tenham um preço elevado para muitos aquaristas, se possível, procure ter em mãos muitas raízes e troncos, e não tenha medo de corta-las ou quebra-las para adquirir o formato que combine com seu layout, as melhores raízes para o aquário plantado é a Manzanita, ela possui diversas formas e dão um ótimo resultado dentro do aquário, porem nunca esqueça de tratar as raízes e rochas antes.

Na escolha das rochas, evite misturar diversos tipos dentro do aquário, isto irá tirar a naturalidade do ambiente, no mercado existe excelentes escolhas como as Seiryu-seki stone, Shou stone, Ryuoh stone e Maten stone.

São rochas japonesas, muito utilizadas nos aquários do mestre Amano, e com excelente resultado visual, porem no Brasil elas tem um custo muito elevado, mas você pode sair para garimpar em sua cidade ou riachos próximos e com certeza irá encontrar rochas interessantes e de graça!



Com a escolha das rochas e raízes/troncos, agora é só começar a combinar os materiais e observar se estão atrativos ou não, busque opinião de terceiros, pode ser muito útil, durante a montagem, borrife água nas rochas e troncos/raízes para ver como ficarão submersos, já que com a água alguns destes elementos podem sofrer alterações nas cores.

Lembre-se que as raízes com o passar do tempo, criarão algas e sofrerão alteração na cor, por isso não se apegue a cor da raiz/tronco, a não ser que você esteja disposto a lavá-las durante as manutenções de rotina, mas isto é inviável já que causará dano no layout.

Leia bastante, pesquise e teste, assim você irá obter o layout desejado e terá sucesso em sua montagem.

03 outubro 2018

Aponogeton crispus


Esta é provavelmente a planta mais conhecida e também a mais antiga cultivada em aquários ao redor do mundo, indicada para aquários grandes, lagos, etc. esta planta atinge facilmente os 60 cm de comprimento e suas folhas atingem até 5 cm de largura.

Com um aspecto ondulado e crespo, é uma planta muito bonita e serve como local de desova para diversas espécies que aproveitam suas folhas para colocar seus ovos, peixes como, Discos, Bandeiras, entre outros peixes, poderão adota-la para tal.

É uma planta que permite o cruzamento com outras para a criação de espécies hibridas, caso você seja um pesquisador poderá utiliza-la para criar uma espécie única e exclusiva O substrato ideal deve conter laterita em sua composição e ter uma boa profundidade para que a planta fique bem fixa, em aquários abertos ela poderá florescer com facilidade.

08 setembro 2018

Columnaris


É uma doença que afeta peixes de água doce e salgada mas não se tem noticia dela em peixes de água fria, seus sintomas são o aparecimento de pontos brancos-azulados por todo o corpo do animal.

A seguir se formam lesões ulcerosas com bordas brancas e hemorrágicas, principalmente na cabeça, nadadeiras e branquias, as nadadeiras apresentarão um aspecto corroído e o corpo do animal ficará opaco e logo o peixe morrerá.

As principais causas desta doença são: mudanças bruscas de temperatura, falta de higiene no aquário e adição de peixes já doentes sem antes passar por uma quarentena adequada.

O agente causador desta doença é a bactéria Flexibacter columnaris que tem a forma de um bastão e que se agrupa em colunas, o contágio se da por via cutânea, é uma doença mortal caso não seja tratada.

O tratamento pode ser realizado com anti-bactericidas encontrados nas lojas de aquário, procure separar o peixe doente e coloca-lo em um aquário de tratamento, mantenha o peixe bem alimentado e se possível sempre com alimentos vivos por serem mais nutritivos.

17 agosto 2018

Tanichthys Albonubes


Um peixe lindo, ágil, colorido, de fácil criação e muito popular no aquarismo, indicado para iniciantes e aquaristas experientes, o Tanichthys é um belo peixinho que adora viver em grandes cardumes.

Facilmente encontrado nas lojas do ramo, ele é originário da China e vive entre 3 a 5 anos, come de tudo, vive bem em PH nas faixas de 6 a 8, temperaturas de 7º a 21ºC e DH de 5º a 25º.

Pacifico e de fácil reprodução, muitos aquaristas conseguem cria-lo com sucesso, são peixes disseminadores e não cuidam da prole, por isto caso você tente reproduzi-los o ideal é preparar um aquário separado e depois remover os pais quando a desova terminar.

Com um colorido fantástico, este peixinho cativa pela sua agilidade e agitação dentro do aquário, sempre nadando por todo aquário em busca de alimentos ou seduzindo as fêmeas.

Os machos costumam fazer uma exibição muito interessante para conquistar as fêmeas, nadando lado-a-lado, eles exibem suas cores exuberantes e abrem bem as nadadeiras, exibindo-se para o rival, é muito bonito de ver os machos durante esta “dança”.


No mercado existe uma variedade modificada geneticamente que é conhecida como Tanichthys véu possuindo as nadadeiras mais alongadas, dai seu nome, requer os mesmos cuidados, porem a movimentação da água deve ser um pouco mais lenta para não deixar o peixe estressado e cansado.